O Roubo do Padre Amaro
Vou ser directo. Mais directo não posso ser. Isto é o mais directo que se pode ser quando temos de dizer uma coisa. Vejam só o quão directo se pode ser quando se tem uma coisa para afirmar publicamente. Ora cá vai: o filme O Crime do Padre Amaro não é o que para aí se anda a dizer. É uma versão rasca, fácil, previsível e provoca reacções na plateia que deixariam um professor Bambo ou uma Maya a corar de vergonha. Quando estamos a ver o filme e dizemos “Olha, ela agora vai ter com ele para dar uma”, ou “ele está muito contente, por isso alguma coisa vai correr mal”, ou mesmo “ele vai aceitar fazer um último roubo só pela diversão, e por isso vai morrer de certeza” e ainda “quando um carro passar, ela vai atirar-se da ponte” estas coisas acontecem mesmo.

O Eça só não está às voltas no caixão, porque está morto.
Na verdade vamos lá agora. Quem conhece Lisboa, como eu não conheço, não cai na lenga-lenga de “igreja de bairro” que o filme tenta impingir. As personagens tanto vivem em Campolide, como têm sexo nas ruas do Casal Ventoso, como assistem à missa na Igreja da Memória, que por acaso fica na Ajuda, e vão a funerais no Alto de S. João. Os Prazeres sempre ficavam mais perto. Houve gente que por muito menos escreveu duros artigos a criticar atitudes semelhantes. Tipo, os cartazes do Carrilho. Ao pé deste filme, os cartazes do Carrilho, com o Castelo de S. Jorge no Bairro Alto, são uma alegria para os olhos.

Aqui está a prova de que a Igreja da Memória e o Aqueduto não ficam no mesmo sítio.
Até o céu é diferente.
Nota final para explicar o título deste texto. De facto, o que o Padre Amaro faz é um roubo. São cinco euros que o Corrula nos gama. Só de pensar que a SIC vai transmitir a história dividida em quatro episódios, de 180 minutos, em formato digital, faz-me realmente ver duas asinhas brancas e puras na minha nota. E tenham cuidado, não vão ver o filme na sessão da meia-noite e muito menos ao Colombo. Com a fama que as salas de cinema do Colombo têm, isso vai fazer com que vocês de repente se vejam literalmente metidos no meio da acção do próprio filme.







Quem diria que Eça com DaWeasel ficaria tão bem!! Meu Deus!!
Fiquei só um tanto ou quanto desanimada c a personagem do grande Nicolau Breyner...quem o viu nos Imortais e quem o vê. Mas é assim, há k recriar ao promenor a sociedade dos nossos tempos. E sim, as previsões são brutalmente ....previstas!!!
PS: Ó João Dias hj ñ és o primeiro a comentar aki o post, mas sabes como é k é, isto d'eu viver c o Zé Macaco tem destas coisas :P
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olha eu adorei o livro kanto ao filme toda a gente sabe k mais dia menos dias ele passa na sic, (sabes kando?)
ja' agora, no k toca a malhar na igreja o eca e' o maior (Comentar)
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E além de não ser bom, ainda pode fazer mal... (Comentar)
eu ja' te linkei agora o mundo pode ver as tuas macacadas :D (Comentar)
essa da foto da igreja e do aqueduto é brutal lolololo não sei como é que há gente que se deixa enganar! :P (Comentar)