Sábado | Junho 24, 2006

Troféus Banana TV

Como já é tradição neste blog (é nada) vamos dar início à gala "Troféus Banana 2006 TV", com vista a premiar as personagens mais macacas que saltitam, pulam e choramigam no nosso televisor. Já sabe, sempre que vir as figuras que se seguem não se esqueça de dar uso a essa coisa cheia de botões que tem consigo no sofá. Pois, o comando não serve só para mudar à pressa do Canal 18 sempre que entra alguém na sala...

TROFÉU BANANA DE BRONZE
Rodrigo (Telenovela "Dei-te Quase Tudo", TVI

Chora-me um rio, vá lá, chora-me um riooo.

Este que parece ser só mais um tolo apaixonado é, claramente, das personagens mais difíceis de interpretar que o cinema já conheceu. Para desempenhar na perfeição este papel é necessária uma, e só uma, exigência: ter a capacidade de derramar litros de baba, lágrimas e soltar milhares de gafanhotos por episódio. Ora, para levar a cabo esta árdua tarefa é necessário que o profissional da cena corra um perigosíssimo risco de vida… ou bebe 10 litros de água por dia ou morre desidratado. Já não lhe bastava aquele incesto surreal…
Aqui o Macacadas acha que esse risco de vida merece a nossa Banana de Bronze.

TROFÉU BANANA DE PRATA
Floribella (Telenovela "Floribella", SIC)

Não tenho nada, nem cérebro na cabeça.

Aqui está a mais nova vedeta dos nossos ecrãs: uma miúda estupidamente sonhadora e estupidamente vestida que dá pelo nome de Flor, mas que é mais conhecida por Floribella! «É o meu príncipe encantado» é claramente a frase mais dita por esta personagem tão anhucas que fantasia ser uma Cinderela dos tempos modernos. E a música? Mas que música é aquela?

«Não tenho nada / Mas tenho, tenho tudo […] Eu tenho sorte, pois sendo pobre sobra-me tempo e tenho sonhos»

Tanto não tem nada, como num piscar de olhos já tem tudo. E o pior: achar que tem sorte por ser pobre e que assim tem mais tempo! Meu Deus! Isto é de loucos… raciocinem comigo: ela acha que tem sorte por ser pobre por que assim resta-lhe tempo e tem sonhos. Mas o que é que importa ser pobre e ter sonhos? É a mesma coisa que ter uma bela lagosta no prato e ser alérgico a marisco! E como um mal nunca vem só, uma Floribella também nunca vem só. Por isso é que esta miúda estupidamente sonhadora e estupidamente vestida tem um franchising nos quatro cantos do mundo!Flor é, assim, a detentora da nossa Banana de Prata!

TROFÉU BANANA DE OURO
Picolé ("Praça da Alegria", RTP)

Não tive ideias para esta legenda.

Mas que personnage é esta? Cada vez que me deparo com esta figura no ecrã, penso: Mas para que é que serve a Picolé?, Porque é que um programa como este quer uma palhaça que faz caretas para uma câmara? Ora, vejamos o que diz o site da RTP sobre o seu programa matinal, onde aparece esta palhaça:

«O espaço recria as típicas praças existentes na Ribeira do Porto, e entre dois cafés podemos ver os apresentadores em conversa com os convidados vindos dos quatro cantos do mundo […]»

Por mais voltas que dê, não consigo ver uma única ligação entre a personagem que é a Picolé e as típicas praças do Porto! E como se isto não bastasse, a Picolé tem também o seu próprio CD. Músicas como: 'Quem é a Picolé?' e 'De onde é que vem a Picolé?' podem muito bem ser a chave deste mistério…ou então, estamos perante uma intrujice muito bem montada pelo chefe do Planeta dos Palhaços. Banana de Ouro muitíssimo bem entregue, por isso.

Escrito por Macaca Su em 21:41:42 | Link permanente | Comments (29) |

Segunda-feira | Junho 19, 2006

Quando chegar...

…chegámos. Esta deve ser a resposta mais estúpida que alguma vez ouvimos e continuamos a ouvir. Não se lembram quando eram crianças e iam no carro dos pais? Íamos a qualquer lado onde nunca tínhamos posto os pés e fazíamos sempre a pergunta da praxe: “Oh pai, falta muito para chegarmos a Alcobaça?”, ao que recebíamos a resposta: “Quando chegar, chegámos.” E pronto. Não havia relógios, não havia distâncias. Tínhamos de ficar na ansiedade de saber quando chegávamos aos sítios. Podia ser um “ainda falta muito”, um “ainda agora saímos, já tas a perguntar quando chegamos”, um “cala-te com isso senão paro o carro e levas já uma chapada”. Mas não: “quando chegar, chegámos”. Isso aconteceu várias vezes comigo e eu penso que é essa a razão porque ainda hoje sinto um certo mal-estar quando vou para viagens longas. Aconteceu recentemente, quando tive de fazer uma viagem de avião para o Porto em trabalho. Nunca tinha ido para o Porto de avião.


Crianças, tremei! Nunca vão conseguir saber quando vão chegar!

Por isso, nada melhor que colocar uma simpática hospedeira perante a minha dúvida crónica: “Olhe, desculpe, falta muito para chegarmos ao Porto”. Tratava-se de uma pessoa que já tinha feito aquela viagem várias vezes. É a vida deste tipo de profissão. Metem-se num avião e andam para baixo e para cima. Porto, Lisboa, Lisboa, Porto. Eles sabem perfeitamente quando o avião vai chegar ao Porto. Eles sabem a hora, o minuto, o segundo exacto em que as rodas das aeronaves tocam o chão tripeiro. “Não se preocupe. Quando chegar, chegámos.” Medo. Era melhor que me tivessem dito qualquer coisa como: “Infelizmente não vamos chegar ao Porto porque o avião vai ter uma avaria sobre a Figueira da Foz e vamos cair”.


-Quando será que chegamos ao fim desta aventura, Robert?
-Quando chegar, chegámos, Sophie.

Mas qual é o problema de dizer quanto tempo, ou que distância, falta para chegarmos a determinado sítio? Por que é há gente que nos continua a responder assim? Eu continuo a achar que esta é uma maneira de as outras pessoas dizerem de forma subtil que são elas que mandam. Não nos querem dizer quando chegamos porquê? Por que fazem segredo deste assunto? Já sabemos que os americanos têm a Área 51 para fazer testes a ETs, que a CIA andou a passear presos pelos aeroportos portugueses e que, afinal, a igreja católica se centra no culto do sagrado feminino. Mas saber quando chegamos, meus amigos, é um mistério insondável que ninguém se parece disposto a revelar. Quando chegar, chegamos. Ponto final.

Escrito por Zé Macaco em 16:53:36 | Link permanente | Comments (8) |

Quarta-feira | Junho 14, 2006

Última hora! Última hora!

Quem andou de transportes públicos esta manhã já sabe da novidade, mas para si que veio de carrinho para o trabalho e tem o traseiro sentado em frente ao computador há 5 horas seguidas saiba que:

Não estranhem, por isso, que o vosso comentário não apareça de imediato ;) 

Escrito por Zé Macaco em 12:32:28 | Link permanente | Comments (5) |

Terça-feira | Junho 13, 2006

Macacadas - Série de Verão

 

Não, ainda não foi desta que quinámos. Acontece que quer eu quer a Macaca Su tivemos considerável aumento de trabalhito nestes últimos meses. Entre fazer publicações especializadas apenas a duas mãos, aulas de natação, explicações, aulas de código e estudar para exames finais, tem sido um fartote nas últimas semanas. Entretanto, foi com grande orgulho que vimos o nosso post "Ranking Basofe" andar a circular por meia Internet, ainda que nem sempre a respeitar as regras das citações. Isso aconteceu no Tuning OnLine, Autohoje, 10:45, Carruagem e nos Japoneses. Já no Bragatel Jogos e no Metal Underground, a coisa foi feita como deve ser.

E isto foram só dois exemplos, dos muitos que encontrei. E foi precisamente esta "brincadeira" que fez com que a quota de 5GB de imagens fosse ultrapassada rapidamente, para este mês. Vamos tentar resolver este problema brevemente. Dentro de poucos dias, vamos retomar a escrita, agora com um sistema inovador de interactividade entre nós e os nossos 2 ou 3 leitores regulares. Vai ser a loucura com a nossa Série de Verão!

Escrito por Zé Macaco em 21:19:08 | Link permanente | Comments (2) |