Quarta-feira | Outubro 25, 2006

Estou naquele momento "acho-que-nunca-na -vida-vou-conseguir-tirar-a-carta"

E é nestes momentos que percebo que a evolução tecnológica deve ser tipo kryptonite para o sistema mecânico de um carro. É verdade que hoje temos telemóveis com máquinas fotográficas incluídas e comunicações por bluetooth, mas inventar um raio de um sacana de um motor generalizado que não tenha embreagem...para quê? «Ah, é com a embreagem que eu consigo controlar o carro, que me dá poder de controle, que me dá prazer de condução». Importam-se de repetir? Quem gosta de exercer «poder de controle» sobre um carro a partir da embreagem tem de repensar urgentemente a sua sexualidade e a sua condição humana. Quanto ao «prazer de conduzir», nem é preciso comentar. Pensando bem, é. Mas o que é isso de «prazer de conduzir»? Percebo o prazer de velejar, de voar, mas prazer de fazer uma coisa que entra aos 500 mil todos os dias em Lisboa e entope o IC19 é outra história.


Não haja dúvida, mais rapidamente se resolvia o Cubo de Rubik.

Mas que gente é esta que tem «prazer em conduzir»? «Prazer em conduzir»? Eu ando de carro porque quero ir de um lado para o outro, porque me quero deslocar. Se quero ter prazer faço outras coisas: namoro, como Bananas Split, ando de ramo em ramo. Agora, conduzir em cidade, com estradas esburacadas, no "párarranca", é um prazer desde quando? Conduzir sempre em frente numa auto-estrada? Há pessoas que esperam de forma impaciente pelo dia em que os extra-terrestres cheguem à Terra para salvar a Humanidade. Eu cá espero é pelo dia que as marcas americanas de autmóveis me salvem de passar a vida a conduzir carros com embreagem e mudanças engrenadas à pata. Quem foi o génio que inventou a embreagem? Ponto de embreagem? Embreagem ao fundo? Um carro deve andar e parar e ponto final.


Prazer dentro do carro, tudo bem. Desde que não seja a conduzir.

«Ah, e depois com mudanças automáticas acaba-se o prazer de conduzir, não dá pica», diz o meu instrutor. Discordei veementemente. Eu cá digo que quem tem uma boa mulher em casa, filhos para brincar ao fim do dia, jantaradas e copos ao fim de semana e bola na SportTV não precisa do «prazer de conduzir» para nada. Nós temos duas pernas e este tipo deficiente de carro tem três pedais. Se Deus Todo Poderoso nos criou à sua imagem e nos deu apenas duas pernitas, por alguma coisa deve ter sido. Carros com embreagem e mudanças manuais? Mas será que ainda ninguém percebeu que há aqui alguma coisa que não bate certo? Aumentam os impostos e criam-se as taxas de internamento, mas continuamos alegres a conduzir por «prazer» as nossas carripanas com pontos de embreagem («até o carro ficar controlado não se tira o pé do pedal» - pleeeeease!) e a passar de primeira para segundas e de segundas para terceiras. Somos, realmente, uma raça muito parva.
Escrito por Zé Macaco em 22:04:34 | Link permanente | Comments (23) |

Terça-feira | Outubro 17, 2006

Respostas estúpidas para perguntas aceitavelmente aceitáveis

Quantas vezes fazemos perguntas tão simples como: “Que horas são?” ou “O que é isso?” e levamos com respostas que nada têm a ver e que nos deixam com uma vontade imensa de…tipo: “Dass, mais um com a mania que é engraçadinho!” Mas o pior de toda esta situação é quando nós próprios nos vemos também a dar respostas deste tipo…ainda por cima de forma inconsciente…medo!

É como se tivéssemos um outro “eu” dentro de nós que se apodera do nosso corpo durante uns míseros segundos, segundos esses os suficientes para nos fazerem responder de forma tão infeliz. Eu quero acreditar que algures no mundo da psicologia, há-de haver um Super-Psicologista-do-Poder capaz de desvendar todo este mistério do “eu engraçadinho” dentro de nós. Mas, enquanto tal na acontece, resta-me partilhar com vocês – caros visitantes desta macacada – as tais respostas estúpidas para perguntas aceitavelmente aceitáveis. Ora aqui vão elas:

1. Que horas são?
São horas de comprares um relógio. / São horas de comeres pão.

2. O que é que vamos comer?
Línguas de perguntador.

3. O que é isso?
Pão com chouriço!

4. Ainda falta muito para chegarmos?
Quando chegar, chegámos. (Esta já aqui falada nesta selva)

5. Viste a Joana?
Deixa ver se está aqui no meu bolso.

6. Vais onde?
Ao cú do conde!

Em relação a esta última, há uma coisa que gostaria aqui de dizer em primeiríssima mão e assim aproveito e exorcizo de uma vez por todas esta confusão! Isto é completamente descabido e claramente fritante e é também o resultado da minha pura inocência de autrora…Quando em pequena ouvia esta resposta, e mesmo quando a dava também aos meus compinchas da escola primária, associava sempre este “conde” ao Conde Drácula da Rua Sésamo. Sabem quem é? Lembram-se dele? O Conde de Contarrrr!!!

Conde de Contar a contar flocos de neve

É assim meus amigos, foram tempos conturbados, tempos em que eu não me via capaz de perceber esta obsessão pelo cú do conde…olhava para ele enquanto ele contava os imensos números e tentava perceber o que é o cú dele tinha de tão especial! Porque é que toda a gente ia ao cú do conde?? Mas porque razão tinha ele sido vítima desta brincadeirinha de mau gosto?? Estava instalada a dúvida!

Claro que se eu fosse agora pukanina iria associar este “cú do conde” ao Castelo Branco! A única diferença é que iria conseguir perceber bem mais depressa…ir ao cú do conde…Castelo Branco….biiiiiiiiicha, oooooooooooh biiiiiiiiicha!!
Bem, esta foi uma das confusões que eu fiz por causa destas belas respostas infelizes. Será que alguns dos nossos visitantes também têm uma história destas para partilhar aqui na nossa selva? Estejam à vontade!

Escrito por Macaca Su em 22:24:17 | Link permanente | Comments (8) |