Portugal Radical ou a anedota do avião
Portugal acordou a ouvir na rádio e a ver na TV as imagens daquele que pode ser considerado o acidente mais estúpido e anormal dos últimos 500 anos. Para rivalizar com este, só mesmo o interesse por África na altura dos Descobrimentos.
Para quem não sabe, Portugal tem um aérodromo em Espinho que é atravessado a meio por uma estrada civil, onde passam diariamente pessoas e carros a caminho dos mais ignóbeis destinos. Um deles é a praia. Ontem, aconteceu o impossível - uma avionetazinha colidiu contra um carrinho que atravessava a pista.
No meu tempo as avionetas ainda faziam barulho e eram daqueles meios de transporte assim para o grande. Tipo daqueles que se vê ao longe e bem. E tipo, têm umas luzes. Como é possível não ver ou ouvir? A minha teoria é a de que o culpado disto tudo foi o rádio do carro, mais concretamente o Top Orbital. No meio de tanto mix, deve ter aparecido uma música com uma sample de um Cessna tuga, em especial daqueles que costumam aterrar nos aérodromos de Espinho.
"Que grande batida!! E o som do avião fica altamente...oh não, tu queres ver..."

Há gente mortinha por ver um avião destes
Desligamos o auto-rádio quando estamos à procura de uma rua ou de um nome de um prédio, mas quando vamos a atravessar um aérodromo a meio da noite, ligamos para a Rádio Orbitral. Não há milagres.
Morreu uma pessoa e o aérodromo está construído há cerca de 70 anos. Ora isto dá a incrível média de 0,0136 pessoas mortas em acidentes naquela pista, por ano. O autarca espinhense disse que que era preciso a morte de uma pessoa para mudar a situação.

Assim são os aérodromos nos países civilizados, tipo Botswana ou Lesotho.
Nada de mais errado. Meus amigos: quantos aérodromos neste mundo se gabam de ter uma média tão invejável como esta? Uma pessoa morta a cada 70 anos! Quantos? No pasa nada...
Segundo a notícia da TVI (obviamente sem pingo de credibilidade) o carro estava a fazer um picanço com o unimotor, o condutor estava de boné na cabeça, tinha brincos de ouro e a pilotar a avioneta ia o velho canguru da Nesquick. No fim da pista estava uma exposição de quadros do Picasso.
Alguem é capaz de explicar esta bandalheira de país, a partir do momento em que o amiguinho do Diogo Infante tomou conta do Parlamento? Oh, esperem: esta pergunta acabou de se responder a si própria.
Ponha à prova a sua capacidade de passar por estradas que atravessam aérodromos ao meio sem levar com uma avioneta em cima.
1-Se vir uma avioneta, pode atravessar à vontade o aérodromo de Espinho.
2-Se não vir, quando fôr a Espinho contorne a pista, não vá o diabo tecê-las.




















Comentários Recentes
Oi. Para que conste não sou fá da floribela,
em português sff....