Terça-feira | Novembro 29, 2005

Ela anda aí...

...e vai atacar no dia 1 de Dezembro.

No mítico dia em que se monta a árvore de Natal, o presépio e toda a outra panfrenália de objectos natalícios, a Macaca Su debuta no Macacadas com o seu primeiro texto. Sempre atenta à realidade, não lhe escapou a verdade que está por trás dos Pais Natal que trepam pelas varandas e janelas de 'todó' Portugal. Não é aconselhável a leitura a crianças com menos de 25 anos. Não, por acaso até é. Queremos lá saber!


Sobe, sobe, barriga-de-balão-com-barba-postiça, sobe

Escrito por Zé Macaco em 17:55:19 | Link permanente | Comments (5) |

Sexta-feira | Novembro 25, 2005

Max previu a gripe das aves!

Meus amigos, esta informação chegou-me às mãos, ou melhor, aos ouvidos, enquanto dava na Emissora Nacional a conhecida melodia do cantor madeirense "Pomba Branca". O som era mau, é verdade, mas também só apanho esta rádio em AM. Contudo, foi o suficiente para se acender uma luz muito forte na minha cabeça. Vamos analisar a letra da música de Maximilano de Sousa para compreender melhor o que eu quero dizer:

Pomba branca pomba branca
É desde logo evidente a alusão aos animais de aviário. Pronto, eu sei, a pomba não é bem um animal de aviário, mas é verdade que quase todos os animais de aviário são brancos – patos, frangos, galinhas, é tudo branquinho e suculento. Max utiliza a sinédoque e toma a parte pelo todo.

Já perdi o teu voar
Mais uma vez, o óbvio. Os especialistas não sabem, em concreto, onde andam as aves infectadas, ninguém sabe. Será que alguém sabe? Onde estão essas aves?

Naquela terra distante/Toda coberta pelo mar
Muita atenção, porque agora vem a parte mais chocante. Sigam o raciocínio: de onde vem a gripe das aves? Exacto, vem da Ásia, ou seja, de 'terras distantes'. Agora pensem no que aconteceu, faz dia 26 de Dezembro um ano. Pensem lá bem...pois, o maremoto, que cobriu a “terra distante” de mar. Max faz aqui uma previsão shampô (dois em um), ao prever igualmente o maramoto de 2004.

Fui criança e andei descalço/Porque a terra me aquecia
Max entra, depois, em códigos mais difíceis, mas nada que não se possa perceber. Ora, uma forma de nos constiparmos é andar descalços em chão frio. O espirro é certo. Constipação é meio caminho andado para gripe. Mas podem dizer que a “terra (...) aquecia” os pés descalços. Malandro do Max, pôs esta apenas para despistar. Não conseguiu.


Febres altas, ouvir a Emissora Nacional, Pomba Branca - tudo relacionado

E eram longos os meus olhos/Quando a noite adormecia
Mais uma vez a fazer-se de difícil...a “noite” é que é “longa” e os “olhos” é que “adormeciam”. Bela sinestesia, Max. Mas a relação com a gripe das aves é tão óbvia que me vou escusar a comentar.

Vinham barcos dos países/Traziam roupas felizes/As crianças dos países
Vinham, vinham, cheios de aves gripadas para importação. Esta é de caras. Ora, sigam, mais uma vez, o raciocínio: as aves têm o corpo coberto de quê? Penas. Quando as aves apanham o vírus, o que lhes acontece? Morrem. E o que se faz às penas? Exacto, aproveitam-se. E aproveitam-se para quê? Claro, apara fazer blusões de penas! Ora, no Inverno o que faria uma ‘criança feliz’ (sinestesia, lembram-se)? Muito bem, blusões de penas!

Depois mais tarde ao perder-te/Por ruas de outras cidades
Isto é o que vai acontecer "mais tarde", num futuro próximo. Vai 'perder-se' o controlo da epidemia e ela vai andar à solta pelas ruas de “outras cidades”, que não as asiáticas. Como diria o presidente do Benfica, “cai o caos e a trindade”. Neste momento todos podemos ficar com gripe aviária. Estamos condenados.

Cantei meu amor ao vento/Porque sentia saudades/Saudades do meu lugar
Estamos no hospital, em estado de demência pura. A gripe é uma realidade dolorosa no nosso corpo. Vamos morrer e, por isso, dizemos ao nosso “amor” que o amamos muito, mas que a vida tem de continuar sem nós. Começamos a ter “saudades” da nossa casa e do Mundo como ele era antes de existir a epidemia ovípara alada.

Os campos do meu lugar/À chegada e à partida
A gripe chegou ao frangos do ‘campo’, último bastião de qualidade e de naturalidade. O Mundo está perdido. Ainda bem que os macacos não têm penas.

E nem queiram saber o que está por trás da "Mula da Cooperativa"! Não dá logo para perceber? "Por causa do Zé da Adega"! Repararam?! Da "Adega"! Não...? Se calhar sou eu que estou a fazer confusão. É possível que sim.

Escrito por Zé Macaco em 21:52:06 | Link permanente | Comments (6) |

A taste of things to come

A macacada chegou ao aviário! E nada melhor que uma imagem do mais fiel intérprete de um tipo de ave - o frango - para abrir o apetite, sobre o que vai acontecer mais logo. A personagem do "Chicken Little" é claramente um erro de casting, como se pode ver. Pessoal da Disney, contratem-me urgentemente! Eu castingarizarei as personagens dos vossos próximos filmes.

Tudo isto para dizer que há um cantor português que previu a chegada da gripe das aves, à Europa, numa das suas canções. Esqueçam as Centúrias de Nostradamus e os versos do Bandarra. E não, não são "As pombinhas da Catrina". Mas também mete pombas. Quem será, quem será? Stay tunned!

UPDATE 12:32 - Como diz a patroa, Macaca Su, esta é uma imagem fritante. Assim, esta é classificada desde já como "Kentucky Fried Chicken". Quem apresentar um print da foto no franchise da marca, tem direito a comprar um menu, de acordo com os preços indicados.

Escrito por Zé Macaco em 11:36:49 | Link permanente | Comments (3) |

Sexta-feira | Novembro 18, 2005

É a greve, estúpido! Ou uma Carga de porrada bem dada.

Isto era o que muitos dos nossos alunos gostariam de ‘oferecer’ aos seus professores. A não ser...a não ser...que os professores marquem uma greve numa sexta-feira! Isso sim é inteligente! Numa sexta-feira, para juntar com o fim-de-semana! Quem terá inventado as greves? Quem foi o génio que pensou: “Ah, e se eu inventasse um dia em que as pessoas pudessem faltar ao emprego à vontade? Assim podiam escolher a sexta ou a segunda-feira para faltar e tinham um fim-de-semana com três dias! E se houver feriados à terça ou à quinta, melhor! O meu invento vai chamar-se nãomapetecirtrabalhar-estoumamarimbarparaotrabalhoaquinoemprego!”

Acontece que isto não dava lá muito jeito. Os trabalhadores diziam isto ao patrão, e com isso gastavam logo o dia: “Pronto, não tenho culpa de que você tenha gasto um dia inteiro a dizer-me isso. Agora vai ter de trabalhar, paciência.” Ora, isto trouxe um problema ao inventor do nãomapetecetrab. Tinha de inventar uma palavra mais em conta. “E se eu lhe chamasse...greve? Greve, parece ‘grave’. Logo, os políticos vão associar: «Se eles estão a fazer greve, então é grave. Vamos dar-lhes o que eles querem e pronto!»” Bem, não quer dizer que hoje isso aconteça mesmo, ninguém quer saber das greves. “Greve, eles estão a fazer greve? Tenho de ir apanhar o meu Falcon. É que vou ver o Boavista-Estrela da Amadora ao Porto. Esqueçam lá isso.”


Uma boa invenção. Três vivas para o senhor!

Para haver uma greve é preciso haver quatro coisas. A saber: pessoas, um fim-de-semana, um meetingpoint e panfletos. Adoro panfletos. Dizem-nos coisas com uma convicção fora do normal. “Faça isto”, “lute por aquilo”, “venha aqui”, “junte-se aos outros”, “vá ali”. E, no entanto, ninguém liga aos panfletos. Mas o que têm de mal os panfletos? Á saída do Metro dão-nos um panfleto. E o que fazemos nós? Recusamos com um ar superior – “Quem é que você pensa que é para eu aceitar o seu panfleto?” –, ou então aceitamos, com um sorriso amarelo – “Obrigado pelo seu panfleto...ehehehe...passaram aqui tantas pessoas e você dá-me o panfleto só a mim....ehehe” –, para depois o atirar fora dois metro mais à frente. É quando vemos um cemitério de panfletos no chão. Todos pisados, dobrados, amachucados. Dois metros depois.

E quando o panfleto está num molho em cima de uma mesa, por exemplo? Isto acontece muito em Escolas Superiores de Educação que fiquem em Benfica, por exemplo. Foi lá que eu encontrei, na quarta-feira, um montinho de panfletos que me chamou a atenção. Eram às cores e estavam em cima de uma mesa branca. Estavam à espera de quê? Claro, que uma mão amiga se estendesse para eles. E eu fui logo buscar um. Sou doido por panfletos. “Se calhar vou encontrar uma coisa engraçada neste panfleto!” Era um panfleto sobre a greve dos professores de hoje (oiço agora na rádio que as pessoas se começam a concentrar no local) com todas as informações de que um professor grevista precisaria para ir para a greve. Pena, pena, é que o cérebro de quem tenha escrito os panfletos esteja também em greve.


Basta de ofender os professores. Deixem isso com eles!

E estes são os panfletos oficiais da Federação Nacional do Professores – a conhecida FENPROF!! É muito provável que quem tenha feito estes panfletos seja professor. Ou já tenha sido. Junto ao “Monumento” do...“Cargaleiro”? Manuel Cargaleiro, conhecido pintor e ceramista? Foi ele mesmo que fez a escultura fálica que jorra água como se não houvesse amanhã? Ou terá sido João Cutileiro, famoso escultor e autor da também polémica estátua de D. Sebastião, em Faro? Serão Cargaleiro e Cutileiro uma e a mesma pessoa? Quem é que já os viu juntos no mesmo sítio? Será que a FENPROF os tem fechados numa cave, na Reboleira?

Agora é que se vai ver quem são os bons professores. Os que estiverem na greve, são os burros que seguiram as indicações do panfleto e encontraram mesmo o “monumento do Cargaleiro” no cimo do Parque Eduardo VII. Os bons professores, são aqueles que andam perdidos pela cidade à procura do meetingpoint. Ou então, os que simplesmente não foram. Adoro panfletos. Adoro mesmo.

Escrito por Zé Macaco em 17:18:44 | Link permanente | Comments (11) |

Sexta-feira | Novembro 11, 2005

Um ano de vida - Parabéns, Zé!

É o grande dia! Parabéns a mim, nesta data querida! E não, meus amigos, não é o Macacadas que faz anos, mas sim o seu autor símio: o Zé Macaco. Completa-se dia 11 de Novembro um ano sobre a primeira vez em que o Zé Macaco viu a luz do dia. Nasceu órfão de mãe, mas com dois pais que sempre lhe deram muito carinho a atenção. Macaco Lapa e Macaco Durand criaram macaquito muito lindo e bonitinho ao qual puseram o nome de Zé Macaco. O Zé nasceu essencialmente para gozar. Gozar com tudo e com todos.

E esta data vem numa altura em que os macacos andam nas bocas do mundo! Em todo o lado há notícias sobre macacos. Macacos em conferências, macacos na televisão, estudos sobre macacos, teses sobre macacos, jogos com macacos, macacos de natal, macacos candidatos à presidência da república, macacos a incendiar carros em França, macacos a assaltar pessoas na linha de Sintra, macacos na direcção do Benfica, eu sei lá! Há macacos a cada esquina, há um planeta dos macacos, uma aldeia dos macacos, é o fim da macacada.

 

Toda a gente fala em macacos, macacos me mordam, a culpa que é do macaco, pois toda a gente sabe que a brincar a brincar é que o macaco foi ao pito à mãe. Há macacos na oficina, macacos na música, o novo álbum dos Black Eyed Peas chama-se Monkey Bussiness (que traduzido à letra quer dizer 'macacada'), a banda do momento chama-se Gorillaz, é um tipo de símio. Há meio mundo a mandar outro meio mundo ir pentear macacos. O presidente dos Estados Unidos é a cara chapada de um macaco, o Homem descende do macaco. Por esta altura, em 2004, estávamos no ano do macaco. Quem já não deu um amendoim a um macaco? Quem não tem em casa um macaco de peluche? Quem não sabe desenhar um macaco?

Deixem que vos ponham macacaquinhos na cabeça, deixem que vos tirem macacos do nariz (apesar de haver outro animal que nos anda agora a querer tirar a concessão do muco nasal, o burrié. Fora com o burrié! Xô!), não se deitem com as galinhas, deitem-se com os macacos! Pulem, saltem, balancem-se, comam bananas! Puré de banana, gelado de banana, chocolate com banana, tarte e bolo de banana! Trinquem amendoins, pão com manteiga de amendoim, amendoim salgadinho, amendoim com mel, M&M com amendoins! Leite de Coco, doce de coco, bolinhos de coco com uma cerejinha cristalizada em cima, coco ralado, pudim de côco!

Macacos, gorilas, chimpanzés, orangotangos, micos, bonobos e gibões! Macacos, macacos e mais macacos! Bolo de banana em forma de banana com uma vela a lembrar uma banana! Sopro do Zé Macaco! Venham mais anos!

Escrito por Zé Macaco em 12:00:58 | Link permanente | Comments (14) |