Meus amigos, esta informação chegou-me às mãos, ou melhor, aos ouvidos, enquanto dava na Emissora Nacional a conhecida melodia do cantor madeirense "Pomba Branca". O som era mau, é verdade, mas também só apanho esta rádio em AM. Contudo, foi o suficiente para se acender uma luz muito forte na minha cabeça. Vamos analisar a letra da música de Maximilano de Sousa para compreender melhor o que eu quero dizer:
Pomba branca pomba branca
É desde logo evidente a alusão aos animais de aviário. Pronto, eu sei, a pomba não é bem um animal de aviário, mas é verdade que quase todos os animais de aviário são brancos – patos, frangos, galinhas, é tudo branquinho e suculento. Max utiliza a sinédoque e toma a parte pelo todo.
Já perdi o teu voar
Mais uma vez, o óbvio. Os especialistas não sabem, em concreto, onde andam as aves infectadas, ninguém sabe. Será que alguém sabe? Onde estão essas aves?
Naquela terra distante/Toda coberta pelo mar
Muita atenção, porque agora vem a parte mais chocante. Sigam o raciocínio: de onde vem a gripe das aves? Exacto, vem da Ásia, ou seja, de 'terras distantes'. Agora pensem no que aconteceu, faz dia 26 de Dezembro um ano. Pensem lá bem...pois, o maremoto, que cobriu a “terra distante” de mar. Max faz aqui uma previsão shampô (dois em um), ao prever igualmente o maramoto de 2004.
Fui criança e andei descalço/Porque a terra me aquecia
Max entra, depois, em códigos mais difíceis, mas nada que não se possa perceber. Ora, uma forma de nos constiparmos é andar descalços em chão frio. O espirro é certo. Constipação é meio caminho andado para gripe. Mas podem dizer que a “terra (...) aquecia” os pés descalços. Malandro do Max, pôs esta apenas para despistar. Não conseguiu.

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E eram longos os meus olhos/Quando a noite adormecia
Mais uma vez a fazer-se de difícil...a “noite” é que é “longa” e os “olhos” é que “adormeciam”. Bela sinestesia, Max. Mas a relação com a gripe das aves é tão óbvia que me vou escusar a comentar.
Vinham barcos dos países/Traziam roupas felizes/As crianças dos países
Vinham, vinham, cheios de aves gripadas para importação. Esta é de caras. Ora, sigam, mais uma vez, o raciocínio: as aves têm o corpo coberto de quê? Penas. Quando as aves apanham o vírus, o que lhes acontece? Morrem. E o que se faz às penas? Exacto, aproveitam-se. E aproveitam-se para quê? Claro, apara fazer blusões de penas! Ora, no Inverno o que faria uma ‘criança feliz’ (sinestesia, lembram-se)? Muito bem, blusões de penas!
Depois mais tarde ao perder-te/Por ruas de outras cidades
Isto é o que vai acontecer "mais tarde", num futuro próximo. Vai 'perder-se' o controlo da epidemia e ela vai andar à solta pelas ruas de “outras cidades”, que não as asiáticas. Como diria o presidente do Benfica, “cai o caos e a trindade”. Neste momento todos podemos ficar com gripe aviária. Estamos condenados.
Cantei meu amor ao vento/Porque sentia saudades/Saudades do meu lugar
Estamos no hospital, em estado de demência pura. A gripe é uma realidade dolorosa no nosso corpo. Vamos morrer e, por isso, dizemos ao nosso “amor” que o amamos muito, mas que a vida tem de continuar sem nós. Começamos a ter “saudades” da nossa casa e do Mundo como ele era antes de existir a epidemia ovípara alada.
Os campos do meu lugar/À chegada e à partida
A gripe chegou ao frangos do ‘campo’, último bastião de qualidade e de naturalidade. O Mundo está perdido. Ainda bem que os macacos não têm penas.
E nem queiram saber o que está por trás da "Mula da Cooperativa"! Não dá logo para perceber? "Por causa do Zé da Adega"! Repararam?! Da "Adega"! Não...? Se calhar sou eu que estou a fazer confusão. É possível que sim.
Comentários Recentes
Oi. Para que conste não sou fá da floribela,
em português sff....